Catequese da Diocese de Nova Iguaçu

ANO SACERDOTAL

 

“FIDELIDADE DE CRISTO, FIDELIDADE DO SACERDOTE”

A partir do dia 19 de junho deste ano até junho de 2010, a Igreja no mundo celebra o Ano Sacerdotal convocado pelo Papa Bento XVI.

Com o tema “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do sacerdote”, o evento acontece por ocasião dos 150 anos da morte do padre francês São João Maria Vianney, o Cura d´ Ars, patrono dos párocos e dos sacerdotes. A data de abertura do Ano Sacerdotal, a Festa do Sagrado Coração de Jesus, não é casual. O sacerdote é escolhido por Jesus e convidado a ter um coração semelhante ao Dele, sempre pronto a se doar e a buscar a santidade.

São João Maria Vianney nasceu em 1786. Depois de vencer muitas dificuldades, sobretudo no estudo do latim e das disciplinas teológicas, foi ordenado presbítero. Dedicou toda sua vida na pequena cidade de Ars, particularmente como exímio confessor, atendendo, horas e horas, pessoas que vinham de tantos lugares, inclusive de outros países da Europa. Também se distinguiu por uma pregação eficaz voltada para os temas da caridade, mortificação e oração. Morreu em 1859. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 04 de agosto.

Quais os objetivos deste ano sacerdotal?
Ajudar a perceber, cada vez mais, a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na Sociedade contemporânea” (Bento XVI).

É uma oportunidade eficaz para tratarmos da formação do presbítero, seu ministério, e levar o povo brasileiro a conhecer mais de perto o que é a vida sacerdotal. As publicações sobre figuras exemplares de padres do Brasil serão um bom auxílio”(Dom Dimas, secretário geral da CNBB).

É uma ótima oportunidade para que cada diocese possa contribuir para o aprofundamento e a renovação das motivações na vida de cada presbítero a fim de que possa, com alegria, continuar respondendo a cada dia, ao chamado de Deus para o seguimento de Jesus Cristo, o Bom Pastor, servo missionário, como ministro ordenado em meio à realidade de hoje” (Dom Esmeraldo, presidente daComissão da CNBB sobre os Ministérios Ordenadose a Vida Consagrada).

O Ano Sacerdotal vai proporcionar aos presbíteros a intensificação de sua espiritualidade e, ao mesmo tempo, recuperar a imagem de figuras significativas do presbitério brasileiro”. (Pe.Reginaldo de Lima).

 

Deverá ser um ano positivo e propositivo, em que a Igreja quer dizer antes de tudo aos sacerdotes, mas também a todos os cristãos, à sociedade mundial, através dos meios de comunicação global, que ela se orgulha de seus sacerdotes, os ama, os venera, os admira e reconhece com gratidão seu trabalho pastoral e seu testemunho de vida. Realmente, os sacerdotes são importantes não só pelo que fazem, mas também pelo que são. Ao mesmo tempo, é verdade que alguns deles apareceram envolvidos em problemas graves e situações delituosas.
Obviamente, é preciso continuar a investigá-los, julgá-los devidamente e puni-los. Estes casos, contudo, dizem respeito somente a uma porcentagem muito pequena do clero. Na sua imensa maioria, os sacerdotes são pessoas muito dignas, dedicadas ao ministério, homens de oração e de caridade pastoral, que investem toda sua vida na realização de sua vocação e missão, muitas vezes com grandes benefícios pessoais, mas sempre com amor autêntico a Jesus Cristo, à Igreja e”. ao povo, solidários com os pobres e os sofridos. Por isso, a Igreja está orgulhosa de seus sacerdotes em todo o
mundo”.(Cardealo Dom Claudio Hummes, brasileiro, Prefeito da Congregação do Clero ).

Palavras do Cardeal Suhard (falecido em 1949)
Eterno paradoxo o do sacerdote: ele tem em si dois contrários. Concilia, com o preço de sua vida, a fidelidade a Deus e a fidelidade ao homem. Parece pobre e sem forças. Não tem nem meios políticos, nem os recursos financeiros, nem as forças das armas, recursos dos quais os outros se servem para conquistar a terra. Sua força consiste em estar desarmado e poder tudo n´Aquele que o fortalece”.

Como iniciamos o Ano Sacerdotal?
Com a “Oração pela Santificação do Clero” no Seminário Paulo VI, no dia 19 de junho, festa do Sagrado Coração de Jesus. Participaram padres, diáconos permanentes, seminaristas e leigos (as). Foi um momento de intensa espiritualidade, seguido pelo almoço de confraternização.

Que fazer em nossa Diocese durante o Ano Sacerdotal?
1. Rezar muito pelos nossos padres, a fim de que sejam sempre fiéis ao chamado de Deus, como “bons
e santos pastores”.

2. Ajudá-los em sua vida pessoal e em seu ministério pastoral com amizade sadia e colaboração inteligente.

3. Orar para que novas vocações ministeriais sejam suscitadas em nossas famílias e comunidades, encaminhando- as para o Serviço de Animação Vocacional.

4. Rezar, acompanhar, animar e auxiliar nossos vocacionados do Seminário Propedêutico e do Seminário Paulo VI, também colaborando com o projeto “Amigos do Seminário”.

5. Incentivar a Pastoral Presbiteral e a Associação do Clero para que atuem como verdadeiros instrumentos de comunhão entre os presbíteros.

6. Recordar figuras de padres que, nos 50 anos de existência da Diocese, doaram sua vida exemplarmente na evangelização e na caridade.

Na última Assembléia da CNBB foram aprovadas as Novas Diretrizes da Formação Presbiteral e da Formação Permanente.

O próprio Papa Bento XVI confirma esta grande preocupação: “A extraordinária responsabilidade do sacerdote, a quem são confiadas pessoas pelas quais, Cristo deu sua vida, requer uma formação exigente e permanente que deve promover a maturidade humana, as qualidades espirituais, o zelo apostólico e o rigor intelectual”.

Aproveito para agradecer a generosidade e a entrega dos irmãos padres no seguimento de Jesus, servo e mestre, sabendo que a missão deles é árdua..

Oro ao Pai pela fidelidade e felicidade deles, assim como rezo também por aqueles que, por um motivo ou outro, deixaram seu ministério. Animo os jovens a fim que abram seu coração a esta nobre vocação.

Enfim, envio a todos os diocesanos (as) um abraço fraterno com as bênçãos divinas.

Dom Luciano Bergamin, CRL

 

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